Está entre as maiores ambições de astrônomos, cosmólogos, cosmonautas e acadêmicos das demais áreas relacionadas à astronomia a busca por vida fora da Terra. As hipóteses são diversas e a imaginação não deixa a desejar. Lembrando, é claro, que existe até mesmo uma área na ciência dedicada a especular sobre a evolução, distribuição e perspectiva da vida no conceito cósmico universal, bem como a pesquisa de sinais de rádio de suposta origem extraterrestre artificial, que é a Exobiologia (também conhecido como Astrobiologia e Bioastronomia).

Mas como praticamente tudo na vida, e também na ciência, há um porém. Mas em relação a teorias de vida extraterrestre esse “porém” acaba por ser quase um balde de água fria nos devotos da religião Jedi e Star Trek. A razão disso se dá por conta de observações feitas por uma astrônoma da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.
Greaves, astrônoma, disse o seguinte:
Sob condições químicas pobres em fósforo, pode ser que seja realmente difícil que a vida se origine em um mundo similar ao nosso.
Utilizando o telescópio britânico William Herschel, localizado nas Ilhas Canárias (Espanha), Greaves e sua equipe buscaram rastros de fósforo e ferro na nebulosa de Caranguejo, localizada a 6,5 mil anos-luz de distância, na constelação de Touro.
Para sua surpresa, Greaves não encontrou ali suficiente quantidade de fósforo para permitir que surgisse vida em novos planetas tal como a conhecemos na Terra.

Em entrevista à BBC, Greaves, que recentemente apresentou os resultados preliminares de suas pesquisas sobre esse elemento na Semana Europeia de Astronomia e Ciência Espacial, em Liverpool, explicou:
(…) o fósforo é um entre apenas seis elementos químicos realmente importantes (para o surgimento de vida).
O fósforo, segundo a astrônoma, é crucial ao componente Adenosina trifosfato (ATP), que as células dos organismos vivos usam para armazenar e transportar a energia usada na atividade celular. Em outras palavras, ausência de fósforo é sinônimo de inexistência de vida nos padrões que conhecemos.

Mas não para por aí. Consideremos que eméritos na área da física e astronomia também assumem posições céticas quanto a existência de vida em exoplanetas. O exemplo disso é o Nobel de Física Michel Mayor, que em entrevista à AFP alegou:
Na Via Láctea, temos certeza de que existem muitos planetas rochosos com uma massa semelhante à da Terra a uma distância tal (da estrela) que a temperatura seria adequada para o desenvolvimento da química da vida, mas não sabemos mais nada. Ninguém pode oferecer uma probabilidade de vida em outro lugar. Alguns cientistas dizem que, se todas as condições forem cumpridas, a vida emergirá por conta própria, em uma espécie de emergência natural das leis do Universo. Mas outros dizem: ‘Não, não é verdade, é muito mais complicado’. Não sabemos nada. A única maneira de conhecer é desenvolver técnicas que nos permitam detectar a vida à distância. A próxima geração terá que responder a essa pergunta!
Obviamente, existem inúmeras análises a serem feitas para afirmar se há realmente alguma chance de haver vida em outros planetas ou não, mesmo que diferente do que contemplamos na Terra. Raio de distância do planeta ao Sol, rotação e translação, massa solar e fertilidade do solo faz parte de uma fração das perguntas que devemos fazer em relação à vida ao longo da expansão cósmica. Além disso, justiça seja feita. Há uma distância radical do nosso planeta até o planeta que poderíamos determinar como aplicável para nossa natureza.
Matérias:
https://www.bbc.com/portuguese/geral-43648975
https://istoe.com.br/nobel-de-fisica-descarta-que-humanidade-emigrara-para-um-exoplaneta/
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